Medicina Integrativa

Atualizado: 9 de Jun de 2019

Medicina Integrativa não é uma especialidade, mas um olhar integral sobre o indivíduo. Seja numa alteração momentânea do estado de saúde ou no enfrentamento de uma doença grave, tratar o indivíduo como um todo promove qualidade de vida, bem estar e melhora inclusive a própria resposta terapêutica ao tratamento convencional da doença.



A evidência científica de cada abordagem, seja ela convencional ou complementar, deve ser estudada para cada situação clínica. Dr. Andrew T. Weil, Fundador e diretor do Centro de Medicina Integrativa da Universidade do Arizona - EUA, explica no prefácio do livro de Paulo de Tarso lima, "Medicina Integrativa: A cura pelo equilíbrio.":

"Medicina integrativa é uma abordagem médica orientada para a cura (healing), tendo como um foco o cuidado do paciente como um todo – mente, corpo, espírito e estilo de vida. Além disso, enfatiza o relacionamento terapêutico e emprega todas as terapias adequadas para cada caso, tanto as convencionais como as complementares. No entanto, medicina integrativa não é sinônimo de medicina alternativa ou complementar, pois não rejeita a medicina convencional e tampouco aceita tratamentos complementares sem um olhar critico.

Em rápida ascensão nos Estados Unidos - principalmente devido ao colapso do sistema de saúde, provocados pelos elevados custos da medicina de alta tecnologia - a medicina integrativa vem sendo encarada com seriedade. Um dos principais motivos é a consciência de que a sua pratica reduz os custos de duas maneiras: deslocando o foco dos tratamentos da doença para a promoção da saúde, por meio do cuidado com o estilo de vida, enfatizando o potencial inato de recuperação do organismo; oferecendo e popularizando tratamentos mais baratos cujos resultados são tão bons ou melhores que os remédios alopáticos e outras terapias convencionais.

Entre as diretrizes da medicina integrativa estão, por exemplo, mudanças na dieta, suplementos alimentares, recomendação da prática de atividades físicas, redução de estresse, terapias do corpo e mente ou utilização de orientações de sistemas de saúde orientais, como a medicina tradicional chinesa, em adição ao uso seletivo das terapias convencionais.

Os profissionais de saúde estão cada vez mais atraídos pela medicina integrativa, pois reconhecem seu potencial de recuperar os valores que formam o núcleo da prática médica, valores esses que fragmentaram no correr da era da medicina orientada pelo lucro. No entanto, a demanda de médicos treinados para colocar em prática a medicina integrativa ainda excede a oferta."

Em dor crônica, a abordagem integrativa tem ganhado força e se tornado essencial para a fase aguda e prevenção de recidivas. Psicoterapia e exercício aeróbico podem ser itens da prescrição de paciente com dor crônica tão importantes quanto a medicação adequada, numa sequencia individualizada e coerente para cada caso. Em breve abordaremos isso em post específico sobre tratamento integrativo da dor.


Dra Márcia Matos

Médica Fisiatra


Fonte da imagem: Dr Diego Amorim


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